segunda-feira, 9 de junho de 2008

Dietas "yo-yo"


Muitas das pessoas que já fizeram planos alimentares para redução de peso (dietas), já experimentaram o efeito “yo-yo”, caracterizado pela perda e o consequente ganho desse peso perdido, pouco tempo depois.

O efeito yo-yo resulta de dietas hipocalóricas, regimes alimentares de baixas calorias, muitas vezes com proibição de alguns grupos fundamentais de alimentos, na tentativa de fazer perder muito peso em tempo reduzido. Ao fim de vários anos, muitas pessoas que efectuam dietas para perda rápida de peso entram num ciclo cujo fim é o aumento de peso. Os regimes sucessivos podem conduzir a um aumento de 20% do peso normal podendo levar à obesidade, depressão e uma saúde debilitada.

A flutuação do peso ao longo da vida acarreta riscos para a saúde como a baixa fecundidade, o aumento da pressão sanguínea (factor de risco para o aparecimento do carcinoma das células renais), a diminuição da eficácia do sistema imunitário, que propicia o aparecimento de doenças como cancro e infecções. Estudos indicam que as mulheres que flutuam o seu peso em mais de 4,5 kg (ou mais), em mais de dez ocasiões ao longo da sua vida adulta têm duas vezes mais possibilidades de desenvolver cancro renal do que mulheres que mantêm o seu peso estável. É mais saudável um aumento de peso gradual à medida que se envelhece do que perder peso e mantê-lo fazendo dietas muito restritas ao longo da vida. Estes têm 60% maior risco de desenvolver cancro.

Se precisa emagrecer, faço-o conscientemente, sem pressa e sem voltar a ganhar peso.

Faça modificações progressivas e simples dos seus hábitos alimentares:
-emagreça gradualmente (meio quilo a um quilo por semana);
-tenha sempre frutas e legumes acessíveis;
-faça pequenos lanches entre as refeições para evitar ter muita fome à hora das refeições;
-em metade do prato deve colocar legumes, num quarto do prato carne ou peixe e o outro quarto com grãos, arroz integral ou massa integral (os alimentos integrais são mais nutritivos e dão maior saciedade);
-beba bastante água e reduza bebidas gasosas e sumos de fruta muito açucarados.

Faça exercício físico para melhorar a sua saúde e o seu bem-estar.
Modifique os comportamentos que favorecem o aumento de peso e adopte um estilo de vida saudável para a vida.

Deve emagrecer para ganhar saúde e não para a perder.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Conhecer melhor o azeite!



O azeite é uma gordura vegetal que é extraída da azeitona, sendo constituído quase totalmente por ácido oleico, ácido gordo monoinsaturado que tem reconhecido valor na diminuição do risco de doenças cardiovasculares. É ainda rico em vitamina E e polifenóis, potentes antioxidantes com benefícios reconhecidos para a saúde humana.

O azeite possui, assim, devido à sua composição em antioxidantes e ácido oleico benefícios excelentes como o efeito laxante quando presente no intestino; a estimulação da vesícula biliar na produção de bílis o que contribui para o bom funcionamento do aparelho digestivo; a diminuição do risco de doenças cardiovasculares devido à presença de gorduras monoinsaturadas que diminuem o colesterol no sangue (de acordo com a FDA - Food and Drug Administration - consumir cerca de 23g de azeite por dia pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares); a função antiflamatória e anticoagulante, ajudando na protecção contra diferentes tipos de cancro, nomeadamente o cancro do cólon; prevenção da osteoporose; a melhoria do sistema imunitário; a prevenção do envelhecimento dos tecidos e órgãos.

Além destes e outros benefícios, o azeite suporta temperaturas de 210ºC-220ºC o que permite ser utilizado em todas as formas de confecção culinária sem ocorrer a formação de substâncias nocivas à saúde, nomeadamente os ácidos gordos trans, como acontece com outras gorduras (óleos, margarinas e manteigas). É por estes motivos a gordura mais saudável.

O azeite reúne assim qualidades reconhecidas que acrescem nutritivamente a nossa alimentação devendo ser sempre a escolha primordial para confeccionar ou temperar os pratos culinários. Salienta-se, no entanto, que apesar dos todos os seus benefícios o azeite é uma gordura, tendo, por isso, um elevado valor energético. Pelo que o seu consumo excessivo pode também ter desvantagens, como, por exemplo, o aumento de peso.

Deve-se usufruir o máximo do azeite, inclui-lo na alimentação, como alimento tradicional que já é, consumir com moderação, mas acima de tudo, deve preferi-lo sempre em detrimento de outras gorduras menos saudáveis.

A acrescentar que, quanto ao tipo de azeite, os menos processados são os azeites virgens ou o extra virgem que mantêm, assim, as melhores qualidades do azeite.