quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Regresso à Escola - Alimentação Saudável para evitar a Obesidade Infantil - 2ª parte

Em continuação das dicas para uma alimentação saudável em época escolar, é fundamental reconhecer a importância dos pais neste domínio, o da alimentação. Os pais são o exemplo para os filhos (para o bem e para o mal) e, neste sentido, é fundamental que sejam um exemplo positivo praticando, responsavelmente, uma alimentação saudável e cuidada.
- Será muito mais fácil exigir que os seus filhos tomem o pequeno-almoço com calma e tempo, se se dispuser a fazê-lo com ele da mesma forma. Habitue o seu filho a acordar mais cedo para que possa tomar o pequeno-almoço sem pressas. Tome o pequeno-almoço com ele, irá incentivá-lo quando ele disser que não tem fome, já que muitas crianças não gostam de comer logo que acordam. Prepare-o e após algum tempo dê-lhe o pequeno-almoço. Ou então ofereça um iogurte ou um copo de leite e certifique-se que mais tarde (talvez já na escola) toma então uma refeição mais completa com fruta e cereais.
- Deve aprender a lidar com as crianças com positivismo, calma, paciência e evitar discutir às refeições e, ainda menos, assim que a criança/adolescente se levanta da cama.
- Na hora das refeições, tente reflectir, respirar fundo, para que sejam momentos de prazer e de partilha. Evite falar de assuntos que levem a conflitos, mal-estar e que os levem a distracções acerca do que é mais importante nesse momento - alimentar-se bem.
- Não ligue a televisão à hora das refeições, nem permita que os seus filhos comam em frente à televisão, pois nem se aperceberão das quantidades de alimentos consumidos.
- Faça os lanches com os seus filhos, invente receitas novas e saudáveis. Permita que a criança escolha os alimentos (saudáveis) que mais gosta e não exija que coma tudo o que coloca no prato. Vá dando pequenas porções e não crie momentos de tensão.
- Escolha ter uma família saudável, dando um exemplo positivo aos seus filhos. Se tiver uma alimentação saudável o seu filho com certeza o seguirá.
- Não compre alimentos açucarados e salgados para casa.
- Ainda que em casa seja mais fácil controlar o que os filhos comem, nas escolas pode nem sempre ser assim, mas lembre-se que é um direito seu saber o que o seu filho come e a que horas e, se achar que não está a ser de forma correcta, faça com que a escola proporcione melhores refeições às crianças. Fale com os outros pais. Na escola, tenha a preocupação de saber e controlar a quantidade de fritos que oferecem às crianças e exija maior variedade de fruta e legumes.
- Outro desafio dos dias de hoje, é a tentação do fast-food. Afaste os seus filhos destas tentações. São alimentos sem nutrientes e com sabores muito diferentes dos sabores naturais dos alimentos. E, é mais agravado com a associação dos refrigerantes, que em conjunto, podem fazer com que seja o ponto de inicio para o excesso de peso e obesidade quando consumidos em excesso e associados à falta de actividade física, proporcionado pelas longas horas que as crianças passam em frente à televisão e ao computador. Cuidado com os snacks que as crianças consomem enquanto estão à frente da Televisão!
Em adição a todas estas dicas que foram sendo expostas, é de frisar a influência que a obesidade dos pais tem na obesidade dos filhos. E que a obesidade não é apenas uma questão de limitação física, mas também de perigos associados como pressão arterial alta, colesterol alto, diabetes tipo 2. A obesidade infantil é hoje uma realidade bem presente e leva estas crianças a se tornarem adultos em risco, com maior taxa de doenças cardíacas, acidentes vasculares e cancros.
Portanto, seja uma família saudável incentivando e acompanhando os seus filhos em actividades físicas ao ar livre, a brincar, jogar à bola, patinar em vez de ficarem sentados em frente à TV ou ao computador. Associe uma alimentação saudável, evitando doces e excessos. É fundamental que os pais, em casa, promovam hábitos de vida saudáveis, no sentido de permitirem aos seus filhos, desde tenra idade o contacto com um sentido de vida equilibrado proporcionando raízes consistentes do que é ser responsável na alimentação e na vida, motivando-os a serem saudáveis, a estarem em forma física e no pleno recurso das suas capacidades intelectuais e criativas.

Para saber mais sobre obesidade infantil consulte:
http://www.obesidadeinfantil.org/
http://goprod.dgs.pt/PresentationLayer/homepage_institucional.aspx?menuid=113

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Regresso à Escola - Alimentação Saudável - 1ª Parte

Setembro chega para actualizar e ordenar o novo ano lectivo que se aproxima, pelo menos para quem tem filhos.
A par de todas as rotinas que são necessárias organizar, como tarefas e horários, hoje é mais do que certo a importância de organizar a alimentação para auxiliar o sucesso escolar de qualquer criança e adolescente. Assim, juntamente com todas as tarefas a orientar deve planear de acordo com os seus horários e os dos seus filhos, uma agenda alimentar, em casa e na escola, no sentido de tirar o melhor partido possível da alimentação em época escolar.
Há que os orientar no seu percurso escolar, habituá-los a novos horários, disciplina de estudo, auxiliá-los nas actividades pós-escolares. Enfim, um conjunto de tarefas nem sempre fáceis. Em adição a estas questões, é certo que é objectivo de todos os pais que os seus filhos tenham sucesso escolar, sucesso pessoal e social. Para tal é fundamental encaminhar os seus filhos para o sentido da responsabilidade alimentar. Uma alimentação saudável e equilibrada permite à criança/adolescente receber todos os nutrientes necessários para um crescimento pleno e saudável auxiliando no sucesso das actividades que vai desempenhando ao longo do seu percurso escolar.
Aqui ficam algumas dicas importantes para organizar o dia alimentar do seu filho:
- A criança/adolescente deve comer várias vezes ao dia, num mínimo de 5 refeições por dia: pequeno-almoço, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar.
- O pequeno-almoço é uma das refeições mais importantes do dia, já que após um sono prolongado é preciso recarregar energia para o dia que está a acordar. O pequeno-almoço deve ser rico e completo, devendo conter leite ou derivados (iogurte, queijo), cereais (pão com cereais, cereais de pequeno-almoço pouco açucarados) e fruta. Vários estudos têm indicado que a ausência de um pequeno-almoço ou, sendo este deficiente, pode provocar falta de atenção e concentração, notando-se uma certa irritação e inquietude ao meio da manhã. Estes episódios podem consequentemente levar à diminuição do rendimento escolar.
- Inclua 3 ou mais peças de fruta no dia alimentar do seu filho. Uma excelente alternativa é optar pela fruta no lanche da manhã e da tarde.
- Inclua sempre sopa na refeição do almoço e do jantar logo ao iniciar a refeição. Assim saberá que tem pelo menos uma boa dose de legumes.
- No prato principal, opte por carnes magras, como frango e peru, dando sempre maior importância ao peixe. Inclua arroz, massa, batata, feijão, grão, ervilhas e legumes no prato. Faça com que o prato e as sopas sejam coloridas para que as crianças se sintam atraídas pelas cores.
- A alimentação infantil deve ser variada para que se inclua o máximo de nutrientes possíveis essenciais ao seu crescimento e desenvolvimento.
- Não incentive os seus filhos ou outras crianças a comer doces. Guarde esses momentos para as épocas festivas. Pense com antecedência nos lanches para o seu filho e procure ter alimentos saudáveis, como fruta e iogurtes, facilmente acessíveis. Não tenha em casa reserva de doces e alimentos pré cozinhados. Desta forma, evitará a tentação de recorrer a esses alimentos que são desprovidos de benefícios para a saúde.
- Habitue o paladar do seu filho a formas de culinária simples e natural, evitando cozinhados muito condimentados e com intensificadores de sabor como os pratos pré-feitos.
- A par com a alimentação, o exercício físico, é igualmente fundamental para que as crianças tenham um bom desenvolvimento físico e intelectual uma vez que auxiliam no equilíbrio energético. Temos de inverter as situações de sedentarismo tão reais hoje em dia, que tem sido o caminho fácil para o excesso de peso e a obesidade.
- Tão Importante quanto o que se come é o que se bebe. Incentive o seu filho a beber água e não sumos e refrigerantes. Estas bebidas aumentam o número de calorias ingeridas ao longo do dia desnecessariamente.
- Regra fundamental para uma alimentação saudável e equilibrada, de uma criança em pleno crescimento, é a existência de horários a cumprir, no que respeita à hora de se alimentar. Isso vai regular o seu organismo e evitar que ande sempre a beliscar, tendencialmente doces e salgados.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

5 chaves para uma alimentação mais SEGURA (clique no título)

A Organização Mundial de Saúde aponta 5 dicas chave para se praticar uma alimentação mais segura, com vista na redução do número de doenças causadas através da transmissão pelos alimentos.


Fonte: APN - Associação Portuguesa de Nutricionistas
http://www.apn.org.pt/apn/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=874

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Alimentação em Tempos de Gripe


"Alimentação em Tempos de Gripe" é o primeiro livro electrónico da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP) desenvolvido com o objectivo de disponibilizar à comunidade ferramentas para planear a sua alimentação de forma a fazer face a uma eventual "situação de mudança de rotinas sem alarmismos".

o e-book encontra-se disponível em:

https://sigarra.up.pt/fcnaup/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=586





Alimentação e depressão - 2ª Parte

Além das regras saudáveis referidas no texto anterior, existem alguns alimentos essenciais que devem estar presentes na alimentação diária, no sentido de ajudar a restituir o equilíbrio cerebral químico auxiliando no tratamento ou prevenção da depressão.
O aminoácido triptofano, que se converte em serotonina, o neurotransmissor do bem-estar e felicidade, melhora o humor e encontra-se presente em alimentos ricos em proteínas como: carne, peixe, ovos, leite e derivados, leguminosas, bananas.
A vitamina B6 é importante no metabolismo do triptofano e encontra-se nas carnes, peixes, ovos, bananas, cereais integrais.
As pessoas que não incluem alimentos ricos em triptofano e/ou vitamina B6 na sua alimentação têm tendência a ficarem deprimidas.
O ácido gordo essencial ómega 3 está presente em alimentos como os peixes de águas frias, como o salmão, a sardinha e o carapau. Este ácido gordo essencial é ainda encontrado nas sementes de linhaça, nas nozes e no agrião. Existem estudos que confirmam que quanto maior o consumo de alimentos ricos em ómega 3 menor o risco de ter depressão, uma vez que quanto maior for a quantidade de ómega 3 presente no sangue maior é a produção de serotonina.
O ácido fólico encontra-se presente nos legumes de folha verde escura como os espinafres, os brócolos, a couve. Estudos indicam que pessoas que contêm níveis baixos de ácido fólico ou níveis altos de homocisteína (o que significa que têm níveis baixos de ácido fólico, vitamina B6 e B12), tem tendências a terem depressão e menos resultados com os anti-depressivos.
A vitamina B12, encontra-se naturalmente em alimentos de origem animal, mas também em alimentos fortificados como os cereais.
Um bom aporte vitamínico e mineral (onde se incluem o ferro e zinco (carnes, peixes, mariscos), magnésio (folhas verdes, sementes, cereais) e o selénio (sementes, frutos secos, cereais integrais), permite a estabilidade bioquímica no sentido de facilitar ao organismo um funcionamento equilibrado e correcto.
Além dos alimentos essenciais para uma alimentação saudável e que responda aos requisitos da depressão, no sentido de manter o equilíbrio nutricional e tirar o seu melhor proveito, é essencial evitar estimuladores que podem alterar a absorção intestinal de nutrientes muito importantes, como por exemplo, o álcool (vinho, cerveja, bebidas destiladas, entre outras) e cafeína (café, refrigerantes com cola, entre outras). Também o açúcar deve ser evitado, pois quanto mais estáveis forem os níveis de açúcar no sangue ao longo do dia, menor são as oscilações de humor.
A água é fundamental para todos e, claro, para indivíduos em depressão. A água ajuda a remover substâncias tóxicas do nosso organismo, ajuda na absorção dos nutrientes e auxilia todos os sistemas corporais a processarem as suas funções em pleno.
Juntamente com toda a terapêutica, além da alimentação saudável, deve ser preconizado o exercício físico, uma vez que reduz o stress e proporciona bem-estar ao aumentar os níveis de serotonina.
É certo que a alimentação não cura, por si só, a depressão, mas com certeza que auxilia um tratamento que se quer multidisciplinar de forma a cobrir todas as possíveis origens da depressão. Uma alimentação equilibrada juntamente com o exercício físico, a psicoterapia e, em alguns casos, os fármacos, poderá ser uma forte equipa para a prevenção e cura desta doença.